Moradores relatam filas intermináveis, escassez de medicamentos e ausência de profissionais nas unidades de saúde do município. Prefeitura ainda não se pronunciou sobre a situação
A crise na saúde pública de Araruama parece não ter fim. Nas últimas semanas, o número de reclamações disparou, com pacientes denunciando a precariedade no atendimento em diferentes unidades do município. A principal queixa é a falta de medicamentos e de profissionais, o que vem comprometendo o tratamento e ampliando o sofrimento da população.
Na tarde desta quarta-feira (5), a situação atingiu um novo pico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Araruama, que ficou superlotada. Usuários do serviço relataram ter esperado por horas até serem atendidos — alguns, inclusive, desistiram antes de conseguir consulta. Segundo moradores, o problema é recorrente e se repete em outros postos de saúde da cidade.
“Faltam médicos, remédios e até materiais básicos. A gente chega doente e sai pior, sem saber onde procurar ajuda”, desabafou uma moradora, indignada com o cenário que se repete há meses.
Enquanto o caos se instala nas filas e corredores da rede pública, os pacientes tentam recorrer a alternativas particulares, mas muitos não têm condições financeiras para isso. A população cobra respostas e providências urgentes da Prefeitura de Araruama, que até o momento não se pronunciou sobre o caso.





