Um homem foi preso em flagrante nesta quinta-feira (11), em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, suspeito de tentar aplicar o golpe do falso Pix contra uma joalheria da cidade. Segundo a Polícia Civil, ele foi detido durante uma operação montada após a denúncia do proprietário do estabelecimento, que desconfiou de uma nova compra realizada pelo suspeito mediante o uso de um comprovante fraudulento de transferência bancária.
A ação foi acompanhada por agentes da 126ª Delegacia de Polícia, que monitoraram a entrega da mercadoria e efetuaram a prisão no momento em que o suspeito tentou receber as joias. As investigações indicam que o mesmo método já teria sido utilizado em outras ocasiões.

De acordo com a Polícia Civil, o caso começou a ser apurado após o proprietário de uma rede de joalherias procurar a delegacia para relatar suspeitas envolvendo uma compra recente. O empresário informou aos investigadores que já havia identificado situações semelhantes anteriormente, nas quais mercadorias foram entregues após a apresentação de comprovantes falsificados de pagamento via Pix.
Diante da denúncia, agentes do Grupo Especial de Localização Criminal (Gelc) organizaram uma operação para acompanhar a entrega do produto. Os policiais permaneceram em monitoramento até o momento em que o suspeito compareceu para receber a encomenda, quando foi abordado e preso em flagrante.
Durante a apuração do caso, os investigadores levantaram a suspeita de que o homem teria aplicado o mesmo golpe em outras oportunidades para obter joias sem realizar qualquer pagamento. Segundo a polícia, o investigado admitiu informalmente que utilizava esse tipo de fraude para conseguir dinheiro e relatou que já teria comercializado produtos obtidos em ações anteriores.
Na delegacia, os agentes verificaram que o suspeito possui 17 anotações criminais por diferentes delitos. Após os procedimentos de praxe, ele foi autuado por tentativa de estelionato e permaneceu à disposição da Justiça.
A Polícia Civil reforçou a importância da participação da população no combate aos crimes de fraude e estelionato. Informações que possam auxiliar as investigações podem ser repassadas de forma anônima às autoridades competentes.





