Operação contra o tráfico termina com quatro presos e dois adolescentes apreendidos em Maricá

Operação contra o tráfico termina com quatro presos e dois adolescentes apreendidos em Maricá

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Ações realizadas na quinta-feira (15) e na sexta-feira (16), em São José do Imbassaí, também resultaram na apreensão de dinheiro, celulares e anotações com chaves Pix.

Quatro adultos foram presos e dois adolescentes apreendidos durante duas operações policiais contra o tráfico de drogas na Favela da Linha, em São José do Imbassaí, em Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. As ações ocorreram na quinta-feira (15) e na sexta-feira (16) e resultaram na apreensão de 955 unidades de entorpecentes, além de radiocomunicadores, dinheiro e anotações com chaves Pix.

Na operação mais recente, realizada na sexta-feira, dois homens, de 22 e 21 anos, foram presos, e um adolescente de 17 anos foi apreendido. No dia anterior, outras duas pessoas foram presas e um segundo adolescente, também de 17 anos, foi apreendido. A Polícia Civil investiga ainda uma possível conexão financeira entre os pontos de comercialização de drogas da comunidade.

As equipes policiais realizaram, na sexta-feira (16), uma ação para combater a venda de entorpecentes na Favela da Linha. Durante a operação, os agentes cercaram os acessos à comunidade e foram até um local apontado como ponto de comercialização de drogas. No endereço, foram presos Ruan Ferreira Pires de Azevedo, de 22 anos, conhecido como “Pretinho”, e Pablo Henrique dos Santos Pereira, de 21 anos, chamado de “B”. Um adolescente de 17 anos também foi apreendido.

Na ação, os policiais recolheram 337 pinos de substância semelhante à cocaína, 290 pedras de material semelhante ao crack, 53 papelotes de substância semelhante à maconha, 37 frascos de uma substância conhecida como “ice” e 24 unidades apresentadas como LSD. Também foram apreendidos quatro radiocomunicadores, um telefone celular, R$ 74 em dinheiro e uma anotação contendo uma chave Pix.

A primeira operação ocorreu na quinta-feira (15) e terminou com a prisão de Jéssica Sabrina Nascimento, de 33 anos, e Luiz Mateus Faria dos Santos, de 21. Na mesma ocorrência, um adolescente de 17 anos foi apreendido. Segundo a investigação, alguns suspeitos tentaram escapar pulando muros de imóveis próximos. Luiz Mateus foi localizado durante a tentativa de fuga, enquanto o adolescente foi encontrado escondido debaixo de um veículo, carregando uma sacola com entorpecentes.

De acordo com a Polícia Civil, Jéssica teria tentado fugir e se desfazer de um radiocomunicador. Os agentes relataram que ela admitiu informalmente atuar como responsável por avisar traficantes sobre a aproximação de policiais. Ainda conforme o relato policial, ela receberia R$ 100 por cada plantão de 12 horas.

Durante a ação de quinta-feira, foram apreendidas 108 pedras de substância semelhante ao crack, 67 papelotes de material semelhante à maconha e 39 pinos de substância semelhante à cocaína. Os agentes também recolheram dois radiocomunicadores, R$ 25 em dinheiro e uma anotação com uma chave Pix.

Investigação apura possível ligação financeira

A Polícia Civil informou que a chave Pix encontrada na operação de sexta-feira estava vinculada ao mesmo titular identificado durante a ação realizada no dia anterior. Para os investigadores, a coincidência pode indicar uma conexão financeira entre os pontos de venda de drogas. A possível relação será apurada no decorrer das investigações.

Ainda segundo a corporação, a Favela da Linha é uma área de atuação do Comando Vermelho (CV). A investigação aponta Marcos Vinícius Dias Laurindo, conhecido como “Lobo Mau”, como uma das supostas lideranças criminosas da região. Ele está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó.

Os investigadores também atribuem a Marcos Vinícius a determinação para que empresas prestadoras de serviços de internet deixassem de atuar na comunidade. Conforme a Polícia Civil, os criminosos teriam passado a exigir pagamentos das empresas para permitir a continuidade das atividades. As que se recusaram a pagar teriam sido ameaçadas e pressionadas a interromper os serviços.

De acordo com os agentes, atualmente, a comunidade conta com empresas clandestinas de internet e apenas uma prestadora legalizada. As circunstâncias envolvendo a cobrança de taxas e as ameaças relatadas fazem parte das informações reunidas pela investigação.

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