Um homem foi preso em flagrante em Casimiro de Abreu, na Baixada Litorânea do Rio, após ser acusado de ameaçar a companheira e o enteado, de 10 anos. Segundo a Polícia Civil, as ameaças teriam ocorrido para impedir que os dois relatassem que o suspeito havia obrigado a criança a participar de um furto em um estabelecimento comercial na terça-feira (25).
A ação foi registrada por câmeras de segurança. Conforme a investigação, o homem teria distraído os comerciantes enquanto o menino entrava no local e retirava uma lata utilizada para arrecadar dinheiro de doações.

De acordo com a Polícia Civil, o episódio aconteceu em um bar e foi registrado pelo sistema de videomonitoramento do estabelecimento. Nas imagens, segundo os investigadores, o suspeito aparece distraindo os responsáveis pelo local enquanto a criança entra no comércio e pega o recipiente utilizado para guardar contribuições.
A lata foi levada pelo menino, mas ainda não foi possível determinar a quantia que estava dentro dela. Segundo a investigação, o dinheiro era proveniente de doações, o que dificulta a identificação exata do valor subtraído.

Após o episódio, a mãe e a criança procuraram a delegacia e relataram as ameaças. A partir das informações apresentadas, policiais passaram a procurar o suspeito, que acabou localizado e preso em flagrante pelo crime de ameaça, com base na Lei Maria da Penha.
A Polícia Civil informou que pretende solicitar à Justiça a prisão preventiva do homem. A corporação também deve buscar o enquadramento do suspeito por corrupção de menores, em razão da suspeita de que ele tenha utilizado a criança na prática do furto.
Ainda segundo os investigadores, o homem possui diversas anotações criminais. Entre os registros mencionados estão ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha envolvendo a mesma mulher, que atualmente é companheira do suspeito.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá reunir novos elementos para esclarecer a participação do suspeito nos crimes e as circunstâncias envolvendo a criança. A Justiça deverá analisar o pedido de prisão preventiva apresentado pela corporação.





