Com voto de Cármen Lúcia, ex-presidente já enfrenta maioria na Primeira Turma por cinco crimes, incluindo tentativa de golpe de Estado e liderança de organização criminosa
O Supremo Tribunal Federal (STF) deu um passo decisivo nesta quinta-feira (11) no julgamento que pode resultar na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por sua participação na chamada “trama golpista”. O voto da ministra Cármen Lúcia consolidou maioria na Primeira Turma, que já reconhece a culpa do ex-chefe do Executivo em cinco crimes graves.
Entre as acusações estão: liderança de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
Até o momento, os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino acompanharam a relatora, votando pela condenação. O único voto divergente foi do ministro Luiz Fux, que se posicionou contra. Com o placar em 3 a 1, falta apenas o voto do presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, para encerrar o julgamento.
A decisão, considerada histórica por especialistas, pode consolidar um marco no enfrentamento de atos antidemocráticos no país. Caso confirmada, a condenação de Bolsonaro poderá trazer repercussões políticas e jurídicas de longo alcance, reforçando a atuação do Supremo como guardião da Constituição.





