Parece piada pronta, mas a política de Araruama segue nos proporcionando roteiros dignos de uma novela de Netflix – ou melhor, de uma tragédia com recursos públicos. Desta vez, a estrela da série é Ronan Sena Gomes, o mais novo procurador-geral do município. E o que tem de novo? Parece ser a segunda temporada da série, é só mais uma daquelas histórias onde o suspeito vira autoridade, e o povo… ah, o povo fica assistindo de camarote enquanto alguns pagam propinas generosas.

Pra começar, a nomeação de Ronan não veio do nada. Segundo fofocas da Câmara de Araruama – digo, fontes confiáveis –, tudo foi orquestrado pelo vereador Thiago Pinheiro e pelo empresário Fernando Castro, que teriam arquitetado o esquema pra abrir as portas das licitações na saúde, educação e merenda escolar. E, claro, o pacote completo vem com um “bônus”: a parceria de Ronan com o já conhecido Lucas Gomes Silva, vulgo Luquinhas.
Ah, o Luquinhas! Esse é um show à parte. A cereja do bolo. O homem que movimentava, segundo a ex-esposa Thayana Xavier, nada menos que R$ 2,6 milhões em propinas por mês – sendo R$ 55 mil diretamente para o bolso de Ronan. Isso mesmo, um salário fixo de corrupção. Tá ruim pra quem? Ruim é pra população que acorda cedo todos os dias, enfrenta sol quente e preços altos na conta de luz, água e prateleiras dos mercados.

E não para por aí. Além de ser o “chefe do pix” das propinas, Luquinhas tem um currículo de dar inveja: agressões físicas e psicológicas contra a ex-esposa, puxões de cabelo, xingamentos e chutes. Isso sem contar seu suposto interesse direto no contrato de limpeza dos prédios públicos de Araruama. E, adivinhem só, Ronan seria a peça-chave pra garantir que a empresa de Luquinhas, a tal L G da Silva, leve a bolada. Coincidência? Claro que não!
Aí você pensa: “Mas será que o Luquinhas é novato nesse jogo sujo?” Que nada! Em 2022, o nome do cidadão já estava estampado em investigações da Polícia Federal, com direito a Porsche apreendido, R$ 138 mil em dinheiro vivo e planilhas de compra de votos. Ronan é praticamente um veterano da escola do escândalo político.
E no meio desse circo, cadê as respostas? O todo-poderoso Luquinhas e o próprio Ronan – todos em silêncio. Enquanto isso, Araruama poderá afundar no lamaçal da corrupção logo no início de uma gestão. Alô, Ministério Público! Tá na hora de trocar o roteiro dessa novela. Porque, se continuar assim, quem vai virar piada nacional é o povo de Araruama. Chega de “fazer de conta”!





