A recente terceirização da merenda escolar em Cabo Frio se tornou alvo de críticas após a revelação de que os custos aumentaram drasticamente. A licitação é acusada de superfaturamento, gerando revolta entre servidores da educação e intensificando o debate sobre a gestão dos recursos públicos no município.
O caso envolve a ata assinada pela prefeita Magdala Furtado (PV), que transfere a responsabilidade pela alimentação dos alunos nas escolas para uma empresa terceirizada. O valor do gasto com a alimentação, que antes era de cerca de R$ 8 milhões, vai saltar para quase R$ 50 milhões.

Conforme a coordenadora geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe Lagos), Denize Alvarenga, as informações sobre a licitação e o processo de terceirização foram questionadas, mas ignoradas.
“Nós, que lutamos em defesa da educação, estamos há meses pedindo acesso à essa ‘possível licitação’. Todos os pedidos foram ignorados e o atual secretário Sr. Rogério Jorge, até semana passada dizia ‘desconhecer’ esse processo milionário. Ontem, dia 23/06, não só conheceu como assinou o nefasto contrato e avisou às direções das escolas que as cozinhas a partir desta semana pertencem à uma empresa privada. É o dinheiro da educação indo para o ralo e para o bolso de alguns”, disse.
Além disso, a prefeitura também decidiu trocar a empresa responsável pelo o sistema de informações educacionais, o Geduca, o que também tem gerado insatisfação e questionamentos.
O candidato a prefeito, Rafael Peçanha (Rede), que é professor, publicou um vídeo expondo a situação. “Essa disparidade é um verdadeiro absurdo! Além disso, o sistema de informações educacionais, o Geduca, foi cancelado, e uma nova empresa será contratada, o que significa que ficaremos sem dados essenciais para repassar ao Fundeb e ao Ministério da Educação”, declarou.





