Vou te falar: o cara não foi derrubado por inimigo, não. Não foi oposição, não foi imprensa, não foi nada disso.
Foi a própria turma dele.
Isso mesmo. A galera que sentava na mesa, que andava junto, que comia da comida que caía da mesa do Miguel… resolveu, do nada, virar “delator”.
E não foi qualquer fofoca, não.
Foram prints, conversas de whatsapp, áudio e gravações de ligações, foi todo o bastidor. Foi história contada com começo, meio e fim. Daquelas que só quem estava envolvido sabe.
Aí eu te pergunto: precisa de inimigo pra quê? os próprios amigos entregaram ele para barganhar.
O mais engraçado — ou trágico, depende do humor do dia — é que isso segue um padrão clássico. Enquanto tem espaço, tá todo mundo junto. Enquanto tem poder, é “meu irmão pra cá”, “meu parceiro pra lá”.
Mas foi só perder a presidencia… pronto.
Os mesmos “fiéis escudeiros” viraram comparsas para depois serem delatores no bastidor. Especialistas em “deixa eu te contar o que realmente aconteceu” para entregar e mostrar lealdade.
É o famoso: comeu junto… e depois contou o cardápio inteiro.
E no meio disso tudo, ainda tem aquela turma que a gente já conhece… dos tempos de Magdala: os tais “jornalistas”. Traduzindo: caçadores de recompensa com cara de notícia.
Os caras não têm redação, não tem jornalista, não têm editor, não têm freio… mas têm lado. E têm missão.
Coincidência, né? Claro…
No fim das contas, o que aconteceu com o Miguel é aquela aula básica de política que todo mundo finge que não sabe:
Você pode até montar sua mesa, distribuir os pratos, escolher quem senta…
Mas nunca esquece de uma coisa:
tem gente que não tá ali pela amizade.
Tá ali pelo buffet.
E quando o buffet balança… meu irmão… até o garçom vira delator.





