CCJ amplia projeto do governo e autoriza alienação de 62 bens públicos; deputados divergem sobre destino de áreas simbólicas do Rio
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) acendeu o alerta no patrimônio fluminense. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, nesta quinta-feira (24), o novo texto do Projeto de Lei Complementar 40/2025, que autoriza o governo estadual a vender 62 imóveis, incluindo nada menos que o Complexo do Maracanã e a Aldeia Maracanã.
O projeto, que originalmente previa a venda de 48 bens, cresceu após as discussões parlamentares. Foram retirados 16 imóveis, mas acrescentados outros 30, todos sugeridos pelo presidente da CCJ, Rodrigo Amorim (União) — entre eles 28 propriedades da Uerj. Segundo Amorim, o conjunto de vendas pode movimentar cifras bilionárias. “Só o Maracanã e a Aldeia Maracanã podem chegar a R$ 2 bilhões. O mais importante é que o Estado reduza custos e dê uso produtivo aos espaços”, afirmou.
Mas a proposta provocou reações duras. Flávio Serafini (PSOL) criticou a inclusão de imóveis com valor histórico e cultural, dizendo que o projeto “é ruim e pode causar perdas irreversíveis”. Ele defende que a Aldeia Maracanã seja preservada e transformada em um centro de referência da cultura indígena.
O texto ainda precisa passar pelo plenário da Alerj, onde pode receber novas emendas. Até lá, o debate promete esquentar — e o futuro de alguns dos endereços mais icônicos do Rio segue em jogo.





