Projeto conduzido pelo presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, amplia restrições e inclui vínculo com facções como critério para barrar saídas temporárias
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta quarta-feira (24), um projeto de lei que promete mudar o cenário da segurança pública no estado ao restringir de forma mais rigorosa a chamada “saidinha” de presos. A medida, articulada pelo presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União), foi considerada um passo decisivo para atender às demandas da população por mais proteção.
O projeto, que integra o pacote de segurança enviado pelo governador Cláudio Castro (PL), amplia a lista de crimes que impedem o benefício da saída temporária e do trabalho externo. A novidade mais significativa é a inclusão da autodeclaração de vínculo com facções criminosas, feita pelo próprio preso ao entrar no sistema prisional, como critério que deverá ser levado em conta pelo juiz na análise do pedido.
A mudança é vista como estratégica, já que a ligação de internos com o crime organizado representa um dos principais desafios no combate à violência no estado. Para Bacellar, a aprovação simboliza uma vitória coletiva, construída por meio de diálogo político e compromisso com a segurança da sociedade fluminense.





