Desorganização e privilégios marcam a distribuição do cartão da Moeda Social Itajuru em Cabo Frio

Desorganização e privilégios marcam a distribuição do cartão da Moeda Social Itajuru em Cabo Frio

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A manhã desta segunda-feira (30) foi de reclamações e tumulto na porta da antiga sede da Prefeitura de Cabo Frio, onde centenas de beneficiários aguardavam a distribuição dos novos cartões da Moeda Social Itajuru. O processo, marcado por uma troca emergencial de empresa responsável pela administração do benefício, gerou insatisfação devido à falta de organização e relatos de privilégios a pessoas ligadas a candidatos a vereador da base da prefeita Magdala Furtado.

A nova gestora, Green Card S/A Refeições, Comércio e Serviços, substituiu a E-dinheiro Brasil, que operava anteriormente o programa com um contrato ainda em vigor, o que aumentou a polêmica em torno da mudança. A Green Card recebeu R$ 469 mil para dividir entre 2.100 famílias, uma queda em relação ao número de famílias atendidas pela E-dinheiro, que contemplava 3 mil famílias com um orçamento maior de R$ 660 mil.

O caos na distribuição ficou evidente com a formação de filas desde a madrugada, onde beneficiários, alguns chegando às 4h da manhã, foram deixados de lado por uma fila de prioridades, supostamente composta por pessoas ligadas a candidatos a vereador apoiadores da atual prefeita. Essa prioridade, não oficializada, causou revolta entre os que chegaram mais cedo, mas foram preteridos. Muitos perderam o dia de trabalho e compromissos devido à desorganização, que foi tão grave que a Guarda Municipal foi acionada para conter os ânimos exaltados.

Enquanto a prefeitura dividiu a entrega em dois dias – para atender de “A a K” na segunda-feira e “L a Z” na terça-feira (1º) – a falta de estrutura e de planejamento para organizar os beneficiários deixou muitos frustrados. O episódio levanta questionamentos sobre a transparência e a imparcialidade no atendimento dos programas sociais, evidenciando a influência política até em momentos de vulnerabilidade social.

A prática de “furar a fila”, especialmente por parte de pessoas ligadas a políticos, reforça a percepção de que privilégios e acordos de bastidores prevalecem sobre o respeito à população.

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