COLUNA POLÍTICA: Meus amigos, meus inimigos e meus leitores de plantão, hoje a coluna vai descer o sarrafo. Segura a peruca. Porque tem coisa que não dá pra passar pano, e a historinha do vice-prefeito de Cabo Frio é uma delas.
Vamos falar do casal de serpentes que ronda o meio político cabofriense: Miguel Alencar, o vice, e Diego da Silva, presidente do PT de Cabo Frio e parceiro de conspiração. Vou resumir pra vocês…
Miguel Alencar é vice-prefeito. Sentou na cadeira de vice porque o povo votou no Serginho, não nele. É assim que funciona. Mas parece que o cidadão achou que era pouco. Achou que podia mais. Achou que dava pra pular a fila do voto e sentar na cadeira principal por debaixo dos tapetes.
O plano era rasteiro e covarde. Esperar a vitória de Lula, Eduardo Paes e Benedita da Silva nas urnas, montar o cenário favorável com diversos ataques e, com o vento a favor, consumar a traição e tomar a cadeira do Dr. Serginho no tapetão.
É isso mesmo que você leu. Um vice-prefeito passando a campanha inteira de olho na cadeira do próprio prefeito. Fazendo cálculo. Fazendo continha. Esperando a hora do bote. Uma serpente enrolada na cadeira do Prefeito, esperando o momento de dar o bote.
A serpente número 2: Diego da Silva que foi secretário de Obras de Magdala Furtado.
E não se engane, leitor. Serpente não anda sozinha. Toda cobra tem seu par. E o par de Miguel Alencar nessa história tem nome: Diego da Silva, que o levou para tirar foto com Benedita e se reunir com Lula e a sua turma no Rio de Janeiro.
Os dois juntos, na surdina, costurando o plano. Os dois juntos esperando o cenário virar. Os dois juntos apostando na vitória dos outros pra consumar a traição contra o Serginho. Uma dupla que, se fosse time de futebol, já teria caído pra série C por falta de fair play.
Cabo Frio tem duas serpentes rondando o poder. E não são cobras de jardim, não. São daquelas que se enroscam, fingem que dormem e, quando você menos espera, dão o bote. Mas o detalhe que ferrou tudo: dois amigos entregaram, sabe aquela história de que traição sempre acaba mal? Pois é.
Miguel Alencar achou que estava jogando fino. Achou que o plano estava guardado a sete chaves. Achou que ninguém estava vendo. Só que dois amigos entregaram, um do lado dele, e outro do lado do Diego da Silva.
Em política, você pode até ser traíra. Mas traíra pego é traíra humilhado. E Miguel Alencar foi pego. E aí as urnas disseram NÃO. O plano de Miguel dependia de três vitórias: Lula, Paes e Benedita. Se os três ganhassem, o cenário estaria montado, o tapetão estaria armado e o bote poderia ser dado.
Lula não venceu como o plano previa. Paes não venceu como o plano previa. Benedita não se elegeu como o plano previa. O castelo de cartas desabou antes da primeira carta ser jogada. O cenário que Miguel Alencar passou meses esperando simplesmente não existiu.
Resultado? O vice-prefeito de Cabo Frio ficou no cheirinho. Aquele cheirinho amargo de quem apostou tudo num plano rasteiro e viu o plano virar pó. Cheirinho de quem passou a campanha inteira de olho na cadeira do outro e acabou com a cadeira do lado — a de vice mesmo, aquela que ele já tinha, e pode até acabar sem nada.
O vexame completo
Vamos fazer o balanço, porque o leitor merece.
Miguel Alencar:
Passou a campanha conspirando contra o próprio prefeito ✅
Foi entregue por um amigo ✅
Apostou em Lula, Paes e Benedita ✅
Perdeu nos três ✅
Ficou sem a cadeira de prefeito ✅
Ficou com a fama de traíra ✅
Ficou com o apelido de serpente de Cabo Frio ✅
Meus amigos, isso não é derrota. Isso é humilhação pública. Isso é entrar pra história da cidade como o vice que tentou puxar o tapete do prefeito e tropeçou no próprio plano. Isso é ser lembrado não pelo que fez, mas pelo que tentou fazer e não conseguiu.
As duas serpentes de Cabo Frio
Que fique registrado, pra história e pra memória do povo de Cabo Frio: a cidade tem duas serpentes rondando o poder. Miguel Alencar e Diego da Silva. Duas cobras que se enrolam, fingem que dormem e esperam a hora do bote. Duas cobras que apostaram contra o próprio time, contra o próprio povo, contra a própria palavra.
E sabe o que acontece com cobra que dá o bote errado? Vira tapete. E o tapete que elas tanto queriam puxar? Esse ficou pra elas.
E as serpentes de Cabo Frio? Bom, essas ficaram com o cheirinho amargo da derrota e com a fama que ninguém quer ter: a de quem tentou trair, foi entregue e ainda perdeu.
Fica a dica pra quem gosta de jogar por baixo: tapetão é lugar de queda, não de vitória. E serpente, em Cabo Frio, agora tem nome e sobrenome.
Até a próxima, meus caros. E cuidado com as cobras.





