Welberth Rezende integrou comitiva brasileira em missão oficial e deixou o território israelense por terra, rumo à Arábia Saudita
O prefeito de Macaé, Welberth Rezende (Cidadania), deixou Israel neste início de semana após dias marcados pela escalada do conflito no Oriente Médio. Ele integrava uma comitiva de autoridades brasileiras convidadas pela Embaixada de Israel para uma missão técnica sobre segurança pública e tecnologia urbana. Com o fechamento do espaço aéreo, a saída precisou ser feita por via terrestre, através da fronteira com a Jordânia.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Rezende atualizou a população sobre sua situação. “Estamos a caminho de casa. Parte do grupo seguiu por terra até a Jordânia e depois para a Arábia Saudita. Permanecemos em segurança e seguimos pedindo a Deus que nos guie nessa viagem”, disse o prefeito.
A permanência em Israel foi impactada diretamente pelos conflitos armados recentes, incluindo ataques aéreos e disparos de drones entre Israel e Irã. O cenário fez com que os participantes da missão buscassem rotas alternativas para deixar o país com segurança.
Relato direto do conflito
No domingo (15), Welberth havia divulgado um vídeo gravado ainda em solo israelense, no qual relatava a dificuldade de encontrar uma saída segura diante do fechamento do espaço aéreo. Na ocasião, ele informou que representantes da Embaixada do Brasil estavam em contato com autoridades locais para viabilizar três possíveis rotas de saída: via Egito, Jordânia ou por meio marítimo até o Chipre.
Durante a madrugada daquele mesmo dia, o prefeito contou que precisou sair do bunker onde estava abrigado por duas vezes após novos alertas de bombardeios. “A orientação foi permanecer próximos aos abrigos e seguir os protocolos locais. A situação ainda exige atenção”, afirmou na gravação.
Viagem com foco técnico
A missão oficial à qual o prefeito de Macaé se juntou tinha como objetivo o intercâmbio de experiências em soluções tecnológicas aplicadas à gestão urbana. “Fomos convidados para conhecer iniciativas em áreas como segurança pública, iluminação inteligente, reconhecimento facial e gestão hídrica. O propósito era entender como essas tecnologias podem ser implementadas em Macaé”, explicou Rezende.
Segundo ele, a decisão de participar não teve qualquer relação com o contexto geopolítico da região. “Vim a trabalho, focado em buscar soluções reais para minha cidade, com responsabilidade e planejamento”, completou.
O grupo agora segue viagem até encontrar um ponto seguro para embarcar de volta ao Brasil. Ainda não há data definida para o retorno, mas a expectativa é de que ele ocorra nos próximos dias, conforme a situação regional permita.





