Bar na Região dos Lagos é alvo de investigação por suspeita de ligação com esquema de lavagem de dinheiro do traficante Professor

Bar na Região dos Lagos é alvo de investigação por suspeita de ligação com esquema de lavagem de dinheiro do traficante Professor

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Estabelecimento está entre seis empresas investigadas por suposto envolvimento em rede financeira ligada a liderança do tráfico do Comando Vermelho no Complexo do Alemão

Um bar localizado na Região dos Lagos, conhecido por oferecer petiscos e música ao vivo, está sendo investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro por possível participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas. A empresa é uma das seis apontadas pelas autoridades como parte de uma rede suspeita de movimentar valores ilícitos associados a Fhillip da Silva Gregório, conhecido como “Professor”, apontado como um dos chefes do Complexo do Alemão e integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV).

A investigação, iniciada em 2024, apura a atuação de um grupo estruturado que, ao longo de cinco anos, teria utilizado empresas de fachada, produtoras de eventos e pessoas interpostas — os chamados “laranjas” — para movimentar recursos oriundos do tráfico. A polícia acredita que o dinheiro era repassado por diversas contas até chegar à fronteira com o Paraguai, em Ponta Porã (MS), onde seria utilizado na compra de armas e drogas.

Além do bar na Região dos Lagos, também é investigado um restaurante especializado em carnes, situado no município do Rio de Janeiro. Ao todo, 15 pessoas físicas estão entre os alvos da apuração, incluindo a influenciadora digital Viviane Noronha, esposa do cantor MC Poze do Rodo.

Na última terça-feira (3), a Polícia Civil realizou uma operação para desarticular o núcleo financeiro da organização criminosa. Segundo o delegado Jefferson Ferreira, da Delegacia de Roubos e Furtos, um dos operadores do esquema, mesmo cadastrado no programa de auxílio emergencial, movimentou mais de R$ 30 milhões em apenas um ano. Parte desses valores teria sido aplicada em empresas do setor de entretenimento.

Viviane Noronha, que também está sendo investigada, foi intimada a prestar depoimento após afirmar nas redes sociais que joias do cantor teriam desaparecido durante uma ação de busca e apreensão. A informação foi negada pelo delegado Moyses Santana, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), que garantiu que a operação foi registrada e acompanhada por ela.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que aguarda o encerramento das diligências policiais para avaliar o relatório final. As investigações continuam em curso.

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