Após 37 mil votos | MPF denuncia ‘Faraó dos Bitcoins’, sua mulher, e outras três pessoas por lavagem de dinheiro e organização criminosa

Após 37 mil votos | MPF denuncia ‘Faraó dos Bitcoins’, sua mulher, e outras três pessoas por lavagem de dinheiro e organização criminosa

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Eles também foram denunciados por falsidade ideológica e uso de documentos falsos. Glaidson Acácio dos Santos está preso no Complexo de Gericinó, em Bangu.

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro denunciou Glaidson Acácio dos Santos, sua mulher Mirelis Zerpa e mais três integrantes de sua quadrilha por lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsidade ideológica e uso de documentos falsos.

A denúncia, que é a terceira contra Glaidson na Justiça Federal, foi apresentada à 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro no fim de setembro.

Além disso, o Faraó dos Bitcoins, como é conhecido, ainda é acusado de homicídio e tentativa de homicídio em ações na Justiça estadual.

Glaidson está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. Ele chegou a se candidatar a deputado federal nas eleições deste ano. Mesmo na cadeia, ele obteve 37 mil votos.

Os outros denunciados são:

  • Mirelis Zerpa, mulher de Glaidson
  • Ricardo Rodrigues Gomes, conhecido como Piloto
  • Brynne Ghisoni Gomes, filha de Piloto
  • Daniel Aleixo Guimarães, conhecido como Danny boy

Todos os quatros estão foragidos. A Polícia Federal tem informações de que Mirelis, Piloto e Brynne estão nos Estados Unidos.

Piloto e sua filha têm cidadania americana. Já Mirelis tem um visto de estudante para um curso na Atlantis University, em Miami, nos Estados Unidos.

Mirelis Diaz, em vídeo publicado no último domingo (3) — Foto: Reprodução/Youtube
Mirelis Diaz, em vídeo publicado no último domingo (3) — Foto: Reprodução/Youtube

 

De acordo com a denúncia feita pelos procuradores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPF, entre 19 de março de 2021 e 25 de agosto de 2021, Glaidson, Mirelis, Piloto e Brynne agiram como uma organização criminosa ocultando e dissimulando a origem e a localização de bens adquiridos pelo grupo.

Segundo o MPF, pelo menos, R$ 9,3 milhões foram enviados ao Brasil de forma irregular. Além de adquirir um avião, de 19 lugares, no valor de R$ 3,9 milhões, em junho de 2021.

Para os procuradores do MPF, Ricardo Piloto; sua filha, Brynne e Danny Boy atuavam como operadores de Glaidson e de Mirelis. Piloto e Brynne cuidariam da parte financeira nos Estados Unidos, enquanto, Danny Boy seria uma espécie de “segurança” da quadrilha.

Mirelis chegou a sacar R$ 1 bilhão dos Estados Unidos, mesmo após a prisão de Glaidson. Para a PF e MPF, ela comanda a quadrilha do exterior.

As investigações da Polícia Federal, do MPF e da Receita Federal descobriram que a organização criminosa que teve sua origem em Cabo Frio, na Região dos Lagos expandiu seus negócios em outras cidades do Rio de Janeiro e em mais 11 estados do país e no Distrito Federal.

Também se descobriu a atividades do grupo nos Estados Unidos, Reino Unido (Londres), Portugal (Lisboa), Uruguai, Colômbia, Paraguai e Emirados Árabes (Dubai).

Avião de 19 lugares comprado por Glaidson Acácio dos Santos, em junho de 2021 — Foto: Reprodução
Avião de 19 lugares comprado por Glaidson Acácio dos Santos, em junho de 2021 — Foto: Reprodução

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