Mulher, marido e líder religiosa foram presos; casal afirma que criança morreu engasgada em janeiro de 2024 e corpo foi enterrado sem registro oficial
A Polícia Civil de São Pedro da Aldeia segue em buscas pelos restos mortais de um bebê que teria morrido há mais de um ano. O caso só veio à tona nesta semana, depois que o Conselho Tutelar apurou uma denúncia de maus-tratos contra outros filhos da família.
Durante a abordagem, os conselheiros questionaram sobre o paradeiro de David Luiz Oliveira da Silva, que nasceu em janeiro de 2024. A mãe relatou que o bebê morreu um dia após o parto, após se engasgar durante a amamentação. “Ela disse que estava amamentando e a criança engasgou, sufocou e foi a óbito. A gente solicitou a Certidão de Óbito, e, como ela não apresentou, questionamos sobre o fato”, contou a conselheira Marcele Fogos Carvalho.
Sem documento que comprovasse a morte, o Conselho acionou a Polícia Civil. A mulher, o companheiro e uma terceira pessoa — apontada como líder religiosa que teria orientado o enterro — foram presos em flagrante. Eles são investigados por maus-tratos, homicídio culposo e ocultação de cadáver.
Em depoimento à 125ª DP, o casal afirmou que o corpo foi enterrado em uma área de mata em Sampaio Corrêa, distrito de Saquarema. Desde a noite de terça-feira (9), agentes realizam diligências no local.
Os três filhos sobreviventes, de 6 anos, 4 anos e dois meses, foram entregues ao avô paterno. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias do caso.





