“Eu te amo, mas vou te matar”: mulher sobrevive a ataque brutal do noivo às vésperas do casamento em São Pedro da Aldeia

“Eu te amo, mas vou te matar”: mulher sobrevive a ataque brutal do noivo às vésperas do casamento em São Pedro da Aldeia

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Pamela, de 29 anos, fingiu amor para escapar das mãos do agressor, que a imobilizou e ameaçou matá-la dentro de casa. O homem foi denunciado e responde por lesão corporal e ameaça

A noite que deveria ser apenas mais um sábado comum se transformou em um pesadelo para Pamela, de 29 anos. A jovem foi brutalmente agredida pelo noivo, Rodrigo, dentro da própria casa, após uma discussão motivada por ciúmes e o consumo excessivo de álcool. O casal de São Pedro da Aldeia, que estava junto desde abril de 2024 e se preparava para o casamento marcado para dezembro, já vinha enfrentando crises constantes.

Naquele dia, Pamela passou o sábado trabalhando, enquanto o noivo tentava uma reaproximação. Ele enviou flores e sorvete para o escritório onde ela estava, mas não obteve resposta. Horas depois, embriagado após beber em um bar, Rodrigo esperava a companheira em casa, onde a garrafa de gin ainda estava sobre a pia.

Ao chegar, Pamela tentou evitar uma briga e se recolheu ao quarto. No entanto, o som alto vindo da sala despertou uma nova discussão. Quando pediu que o volume fosse abaixado, Rodrigo se descontrolou e iniciou as agressões, dentro do quarto da filha dela. A vítima foi jogada na cama, teve o cabelo puxado e levou tapas enquanto ouvia o agressor repetir: “Eu te amo, mas vou te matar.”

Com quase 1,90m, o homem dominou facilmente a vítima, de apenas 1,56m. Desesperada, Pamela fingiu correspondê-lo emocionalmente para sobreviver. “Eu dizia pra ele: ‘Para, eu te amo, vai ficar tudo bem’. Foi aí que ele me soltou”, contou.

Aproveitando o momento, ela fugiu seminuas para a rua, onde foi acolhida por vizinhos. A Polícia Militar foi acionada, e a vítima recebeu apoio da Patrulha Maria da Penha, que garantiu medidas protetivas de urgência.

Pamela agora recebe acompanhamento psicológico e jurídico, enquanto Rodrigo deve responder por lesão corporal e ameaça, com base na Lei Maria da Penha.

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