Mulher, marido e líder espiritual são presos por ocultação de cadáver; investigação começou após denúncias de maus-tratos a outros filhos
A investigação sobre o desaparecimento de um bebê de 1 ano em São Pedro da Aldeia ganhou novos desdobramentos nesta quarta-feira (10). Inicialmente tratado como possível ritual religioso, o caso teve a versão alterada pela mãe da criança. À Polícia Civil, ela afirmou que o filho teria morrido em casa após se engasgar com leite materno.
Segundo a mulher, a família não procurou ajuda médica nem comunicou às autoridades porque o carro estaria quebrado. Em vez disso, ela e o marido teriam seguido a orientação de uma líder religiosa e enterrado o corpo em uma área de mata em Sampaio Corrêa, distrito de Saquarema.
A mãe, o pai e a líder espiritual foram presos, acusados de ocultação de cadáver. Desde a noite de terça-feira (9), policiais realizam buscas no local indicado, mas o corpo ainda não foi encontrado.
O caso veio à tona após denúncias de maus-tratos contra outros três filhos da mulher chegarem ao Disque 100. Durante a apuração, conselheiros tutelares notaram a ausência do bebê caçula, nascido em janeiro de 2024. Questionada, a mãe deu versões contraditórias: primeiro disse que a criança nasceu prematura no Hospital da Mulher, em Cabo Frio, e teria morrido na unidade — informação que não foi confirmada, já que não existe certidão de óbito.
Com a contradição, ela apresentou a versão do engasgo. Além da acusação por ocultação de cadáver, ela e o marido também responderão por maus-tratos contra os demais filhos.





