Autoridades monitoram 15 pessoas que tiveram contato com as aves; savana do parque está em quarentena
O Governo do Estado do Rio de Janeiro confirmou, nesta terça-feira (23), casos de Influenza Aviária (H5N1) em galinhas-d’Angola no BioParque do Rio, localizado na Zona Norte da capital. A detecção foi feita por exames laboratoriais conduzidos pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP), após suspeitas levantadas durante ações rotineiras de vigilância.
A confirmação disparou um alerta geral e mobilizou uma força-tarefa com representantes da Secretaria de Agricultura, Secretaria de Saúde, Ministério da Agricultura e direção do parque. A savana, área onde estavam as aves contaminadas, foi imediatamente interditada e entrará em quarentena por pelo menos 14 dias. Visitantes não terão acesso ao local até que o risco esteja totalmente contido.
De acordo com a Superintendência de Defesa Agropecuária do Estado, medidas rigorosas já estão em curso: isolamento da área, controle de circulação, monitoramento de outras aves e triagem clínica constante. “Nosso compromisso é garantir a saúde animal e humana, agindo com agilidade e responsabilidade”, afirmou o secretário estadual de Agricultura, Dr. Flávio.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) também acompanha de perto a situação. Quinze funcionários do parque que tiveram contato com as galinhas infectadas estão sendo monitorados desde o dia 17. Se apresentarem qualquer sintoma respiratório, um protocolo será acionado, com testagem e isolamento domiciliar imediato.
Casos de transmissão para humanos são raros, mas o vírus H5N1 é altamente contagioso entre aves e pode causar impactos devastadores na cadeia produtiva. Por ora, as demais áreas do BioParque permanecem abertas à visitação, com reforço nas barreiras sanitárias.





