Dez integrantes da cúpula da facção aguardam decisão da Justiça para isolamento em unidades de segurança máxima
O governo do Rio de Janeiro solicitou à Justiça a transferência de dez integrantes da cúpula do Comando Vermelho (CV) para presídios federais, numa ação que busca enfraquecer a capacidade de comando da facção dentro do estado. Entre os nomes, está Wagner Teixeira Carlos, conhecido como Waguinho de Cabo Frio, apontado como um dos líderes do grupo.
O pedido, enviado à Vara de Execuções Penais do Rio, aguarda análise e pode resultar na distribuição dos detentos em unidades federais de segurança máxima. A decisão deve reduzir a possibilidade de ordens externas para bloqueios de ruas, ataques ou outras ações criminosas.
Imagens obtidas com exclusividade mostram os presos na galeria B7 de Bangu 3 após serem informados sobre a medida. Entre eles, Marco Antonio Pereira Firmino, o My Thor, líder do CV que cumpre sua terceira detenção em quase 20 anos, e Alexandre de Jesus Carlos, o Choque, chefe do tráfico em Manguinhos, conhecido por sua alta periculosidade.
Além de Waguinho de Cabo Frio, My Thor e Choque, a lista inclui Rian Maurício Tavares Mota (Da Marinha), Roberto de Souza Brito (Irmão Metralha), Agnaldo da Silva Dias (Naldinho) e Fabrício de Melo de Jesus (Bicinho), além de três detentos que não fazem parte da “comissão” da facção.
A medida vem após operação nos Complexos da Penha e do Alemão, que resultou em mais de 130 mortes e 81 prisões. O principal alvo, Edgar Alves de Andrade, o Doca, líder da facção na região, segue foragido, enquanto dois de seus aliados foram capturados. O governo reforça que a ação tem como objetivo reduzir a comunicação entre líderes do CV e aumentar a segurança pública.





