Animal foi encontrado com sinais de cansaço e problema no olho na Ogiva; resgates aumentam no inverno, e autoridades pedem que banhistas não toquem nos pinguins
Um pinguim-de-Magalhães debilitado surpreendeu moradores e turistas na tarde desta quarta-feira (9), ao aparecer na faixa de areia da Ogiva, em Cabo Frio, nas proximidades da antiga Marina 21. A ave, visivelmente exausta e com um aparente problema no olho, foi resgatada pela Guarda Marítima e Ambiental do município e levada com urgência ao Instituto Albatroz, referência na reabilitação de animais marinhos.
Com a chegada do inverno, o fenômeno se repete: é comum que jovens pinguins da espécie Magalhães — típicos das regiões da Patagônia e da Terra do Fogo — acabem arrastados por correntes marítimas frias e surjam em praias da Região dos Lagos em busca de descanso ou por estarem adoecidos. Muitos deles estão desnutridos, feridos ou infectados por parasitas.
Apesar do fascínio que esses animais despertam, a Guarda Marítima e Ambiental reforça que o contato com as aves pode ser extremamente prejudicial, tanto para os humanos quanto para os pinguins. Ao encontrar um animal marinho na praia, o mais importante é manter distância, não tentar pegá-lo e acionar imediatamente os órgãos ambientais. O toque humano pode causar estresse ou até transmitir doenças.
Nos últimos anos, o número de ocorrências envolvendo pinguins encalhados tem aumentado durante os meses mais frios. A recomendação é clara: se avistar um pinguim ou qualquer outro animal marinho debilitado, mantenha a calma, evite aglomerações e entre em contato com a Guarda Ambiental ou com instituições especializadas como o Instituto Albatroz.





