Líder da Favela do Lixo mantinha rede de abastecimento de drogas entre a Rocinha e a Região dos Lagos; juíza nega progressão de regime e estuda transferi-lo para presídio federal
A Justiça de Saquarema colocou um ponto final — ao menos por enquanto — no império criminoso de Wagner Teixeira Carlos, o “Bigode”, apontado como chefe do tráfico na Favela do Lixo, em Cabo Frio. A 2ª Vara Criminal decretou, nesta terça-feira (11), a prisão preventiva do traficante, que já estava detido em Bangu 3, mas seguia comandando o crime à distância.
Segundo as investigações, “Bigode” mantinha uma rede de fornecimento de drogas entre a Rocinha, na Zona Sul do Rio, e Cabo Frio, com apoio de comparsas como “Uando”, morto durante a Operação Contenção, e “B da Glock”, preso na mesma ação. Mesmo atrás das grades, o criminoso continuava articulando o transporte e a venda de entorpecentes na Região dos Lagos.
A decisão judicial veio na esteira da prisão de Pheterson Fernando Nogueira Lopes, em junho, flagrado em Saquarema com quase 50 quilos de drogas — carga que seria destinada ao grupo de Wagner.
Na sentença, a magistrada indeferiu o pedido de progressão de regime apresentado pela defesa de “Bigode”, mantendo o réu em regime fechado. Ela também avaliará a transferência do traficante para o sistema prisional federal, diante da periculosidade e da capacidade de continuar comandando operações criminosas de dentro da cadeia.





