A grave situação da saúde pública de Cabo Frio foi tema de uma reunião virtual nesta quinta-feira (17/12), promovida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). O encontro reuniu representantes da administração municipal para discutir atrasos salariais, falta de insumos e interrupções nos atendimentos médicos, agravados pelo aumento da demanda na temporada de fim de ano.
De acordo com o promotor André Luiz Farias, os problemas financeiros da prefeitura têm causado impacto direto no atendimento à população e nos serviços essenciais, que não podem ser interrompidos. A cidade, com cerca de 260 mil moradores, chega a receber mais de 1,8 milhão de visitantes nesta época.
Entre os fatores apontados para a crise estão a redução dos royalties do petróleo, que passaram de R$ 25 milhões para R$ 20 milhões mensais, e repasses federais abaixo do previsto. A precariedade atinge não apenas hospitais e UPAs, mas também instituições como o Lar de Cidinha, responsável pelo cuidado de idosos, que enfrenta falta de alimentos e medicamentos.
O Ministério Público deu prazo de 48 horas para a prefeitura normalizar os serviços essenciais e exigiu transparência na transição para a próxima gestão. A administração municipal se comprometeu a adotar medidas emergenciais para garantir o funcionamento dos serviços durante o período crítico da alta temporada.





