Motorista nega fraude, afirma que erro ocorreu no pagamento via QR Code feito diretamente pela passageira e diz ter sofrido prejuízos após exposição nas redes sociais
Uma corrida por aplicativo que deveria custar R$ 13,45 acabou registrada no valor de R$ 1.411,19 e se transformou em um dos assuntos mais comentados dos últimos dias em Cabo Frio. O episódio ocorreu no dia 15 de janeiro, quando uma passageira idosa realizou uma viagem curta e, após o pagamento, a família identificou a cobrança considerada fora do padrão, levando o caso às redes sociais e, posteriormente, à delegacia.
A publicação feita por familiares da passageira ganhou grande alcance e passou a ser compartilhada por blogs locais, levantando suspeitas de golpe e direcionando acusações ao motorista responsável pela corrida.
De acordo com o motorista, a corrida foi realizada normalmente e o pagamento via QR Code foi digitado pela própria passageira. Ele afirma que não confere individualmente os valores recebidos ao longo do dia, já que realiza diversas corridas diariamente, e só percebeu o crédito elevado ao acessar sua conta bancária no dia seguinte.
Segundo o condutor, o valor chegou a ser contestado ainda na data da transação, o que o levou a acreditar que o estorno ocorreria automaticamente entre as instituições financeiras. Quando o montante retornou para sua conta, ele relata que ficou receoso de realizar uma devolução manual e acabar envolvido em um golpe financeiro conhecido, em que o valor pode ser debitado duas vezes.
O motorista também afirma que não recebeu ligações ou mensagens da passageira ou de familiares e explica que, após o encerramento da corrida, o próprio sistema do aplicativo bloqueia o contato direto entre motorista e usuário. Por esse motivo, aguardou um contato formal para realizar a devolução de forma segura.
Após a repercussão, o condutor compareceu à delegacia, prestou esclarecimentos e devolveu integralmente o valor. Mesmo assim, teve sua conta suspensa de forma definitiva pela plataforma, perdendo a principal fonte de renda da família. Ele atua há mais de dois anos como motorista por aplicativo, soma mais de 10 mil corridas e mantinha avaliação máxima.
Familiares relatam que, após a exposição nas redes sociais, surgiram comentários com ameaças e insinuações de agressões físicas, o que gerou medo e preocupação. Na residência vivem uma idosa, dois netos e um filho cadeirante, que depende de cuidados contínuos e tratamento médico.
O caso segue sob investigação.





