Amigos alertaram: “Sai daí, vão te matar!”. Pedreiro morto em incêndio em Cabo Frio pode ter sido vítima de emboscada por dinheiro e ciúmes

Amigos alertaram: “Sai daí, vão te matar!”. Pedreiro morto em incêndio em Cabo Frio pode ter sido vítima de emboscada por dinheiro e ciúmes

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Testemunhos exclusivos revelam ameaça antiga, disputa por herança e triângulo amoroso envolvendo a dona da casa e o principal suspeito do crime

Novas informações obtidas com exclusividade pela redação do Lagos Informa reforçam a hipótese de que o incêndio que matou o pedreiro Adão, de 58 anos, no bairro Peró, em Cabo Frio, foi um crime premeditado, motivado por dinheiro e ciúmes.

Segundo um relato detalhado de uma fonte próxima à vítima, Adão era uma pessoa querida na comunidade, conhecido por seu trabalho como pedreiro e por viver de forma simples. Ele morava em um pequeno cômodo cedido por Patrícia, dona da casa onde ocorreu o incêndio. Descrito como um homem “de coração”, Adão se envolveu emocionalmente com ela — e, segundo vizinhos, ignorou diversos alertas de que estava em perigo.

Recentemente, Adão teria recebido R$ 25 mil de uma herança deixada pela mãe. O valor, enviado por um irmão que vive em Niles (EUA), foi depositado na conta de Patrícia, por quem Adão estava encantado. A confiança no relacionamento foi tanta que ele não quis manter o dinheiro sob seu próprio controle. A partir daí, surgiram as ameaças.

Outro homem, conhecido pelo apelido de “Aranha”, também morava no mesmo terreno e nutria ciúmes de Adão. A fonte afirma que ele chegou a fazer ameaças veladas: “O que é de Adão tá guardado”. Na sexta-feira antes da tragédia, testemunhas relataram uma briga entre Adão e Aranha em um bar local, onde o clima já era de tensão.

Na madrugada do sábado (5), Adão morreu carbonizado após o incêndio. Já os outros dois homens que estavam na casa escaparam sem ferimentos — incluindo Aranha, que foi visto logo depois, ao lado de Patrícia, almoçando como se nada tivesse acontecido.

“Todo mundo aqui sabe que foi ele. Ele sumiu no dia do incêndio e só apareceu depois, com uma história de que foi um cigarro. Mas ele entrou lá bêbado e ateou fogo”, acusa a fonte. Ainda segundo o depoimento, o barraco onde Aranha vivia era alugado pela própria Patrícia, que teria aberto as portas para ele mesmo após a tragédia.

A vizinhança pede justiça. “Acabaram com um homem bom, que nunca fez mal a ninguém. Só porque se encantou por uma mulher errada e recebeu um dinheiro”, diz o relato emocionado.

A Polícia Civil já investiga o caso como possível homicídio.

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