Rodrigo Rosm atua como livreiro no estande Compiladas e conquista o 2º lugar no Prêmio Alfredo Machado
A 15ª Bienal do Livro Rio, realizada entre os dias 13 e 22 de junho no Riocentro, trouxe uma nova proposta ao setor editorial ao destacar editoras independentes no estande Compiladas. O espaço, com 204 m², abrigou 20 editoras brasileiras e teve uma curadoria colaborativa, que valorizou a diversidade literária e a autenticidade.
O designer de livros e buziano Rodrigo Rosm fez parte dessa iniciativa ao atuar como livreiro no estande, representando a Mórula, uma das editoras presentes. Durante cinco dos dez dias do evento, Rodrigo mediou e apresentou o catálogo da Mórula e de outras editoras, interagindo diretamente com o público, autores, editores e, especialmente, com professores.
“Trabalhar como livreiro foi uma experiência única. Tive contato direto com o público leitor, e apesar de ser um apaixonado por livros, esta foi minha primeira Bienal do Livro. A proximidade com o público, uma abordagem mais tradicional, me marcou bastante. Foi diferente dos estandes mais cenográficos e interativos”, afirmou Rodrigo, destacando a experiência mais intimista e próxima das tradicionais livrarias de rua.
O estande Compiladas, além de Mórula, contou com a participação de outras editoras renomadas, como Arquipélago, Âyiné, Bazar do Tempo, Cobogó, Dublinense, Ercolano, Fósforo, Ímã Editorial, Lote 42, Mundaréu, Nós, Oficina Raquel, Relicário, Seiva, Solisluna, Tabla, Tinta-da-China e Ubu. A participação conjunta foi estratégica, permitindo que editoras independentes compartilhassem um espaço significativo e reduzissem custos, aumentando assim a visibilidade no evento.
A importância do projeto foi reconhecida pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), que concedeu ao Compiladas o 2º lugar no Prêmio Alfredo Machado 2025, superado apenas pela Darkside, que conquistou o primeiro lugar com um estande de 300 m² recheado de ativações interativas. O prêmio, criado em 1991 em homenagem ao fundador da editora Record, Alfredo Machado, celebra os estandes que se destacam pela estética, acessibilidade e impacto visual, avaliando não só a beleza, mas também a funcionalidade e recepção do público.
Com essa conquista, Mórula, por meio do projeto Compiladas, consolidou sua notoriedade no cenário literário, destacando-se como uma das editoras independentes de maior relevância da Bienal.
Sobre o Prêmio Alfredo Machado
Criado em 1991, o Prêmio Alfredo Machado é concedido anualmente pelo SNEL aos estandes que se destacam na estética e acessibilidade, sendo avaliado por um painel composto por cenógrafos e arquitetos. A premiação tem como objetivo reconhecer a excelência dos estandes e impactar positivamente a visibilidade dos projetos e editoras premiadas.





