Cavalo-marinho “renasce” em Búzios após anos de sumiço e surpreende pesquisadores com retorno acelerado

Cavalo-marinho “renasce” em Búzios após anos de sumiço e surpreende pesquisadores com retorno acelerado

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Após uma queda drástica de 70% na população, espécie volta a aparecer com força nas praias da Região dos Lagos e mobiliza novas ações de conservação em Búzios e Arraial do Cabo

O cavalo-marinho-de-focinho-longo voltou a dar sinais de recuperação em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do Rio, reacendendo o alerta – desta vez, positivo – entre pesquisadores. Entre maio e novembro, monitoramentos identificaram uma média de dez indivíduos por quilômetro quadrado nas praias dos Ossos e João Fernandes, um número considerado expressivo após anos de desaparecimento gradual. O avanço impulsionou a chegada de novas ações do Projeto Cavalos-Marinhos à praia da Tartaruga nesta semana.

Natalie Freret-Meurer, coordenadora da iniciativa que completa 23 anos, explica que o retorno pode estar diretamente ligado ao aumento da conscientização ambiental entre moradores e turistas. “Vínhamos de uma queda de 70% em 15 anos. Agora, começamos a observar a espécie se recompondo, algo que não víamos há muito tempo”, afirma.

Em Arraial do Cabo, o acompanhamento também foi retomado após quatro meses de pausa. A equipe atua em pontos clássicos de mergulho, como Cardeiro, Ilha de Porcos e praia do Forno, com apoio da Petrobras pelo Programa Petrobras Socioambiental. Mesmo assim, especialistas reforçam: a pressão turística tem reduzido a população local em 20% na última década.

O Projeto Cavalos-Marinhos integra pesquisa, conservação e educação ambiental em todo o estado. Nos últimos dois anos, monitorou seis áreas mensalmente, capacitou comunidades tradicionais e orientou pescadores, além de realizar estudos genéticos e comportamentais que ajudam a definir zonas prioritárias de preservação.

O que fazer ao encontrar um cavalo-marinho:
– Ferido ou morto: WhatsApp (21) 99379-6417
– Vivo no mar: não toque; registre data e local no site do projeto
– Crimes ambientais: Linha Verde do Ibama 0800 61 8080 ou Secretaria de Meio Ambiente local

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