A Superintendência Regional do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho em Araruama realizaram o resgate de uma mãe e suas duas filhas que estavam trabalhando em condições análogas à escravidão em um sítio em Araruama. A denúncia apontou que a família esteve vinculada ao local por três anos.
“A mãe nos relatou que trabalhava em troca de comida porque não sabia contar. A família é analfabeta”, disse o auditor-fiscal do Trabalho Márcio Lins Guerra. Todo o trabalho de roçado da propriedade foi feito pela mãe e as duas filhas, que nunca receberam um salário sequer durante todos esses anos.
Embora só divulgada pelos órgãos nesta quarta-feira (17), a ação que resgatou as vítimas ocorreu antes do Natal. De acordo com Auditores-fiscais, a adolescente tinha perdido parte de um dos dedos ao manusear uma máquina e o empregador a levou ao hospital, onde ficou por apenas dois dias antes de voltar ao trabalho.

“Estamos diante um caso de trabalho escravo e trabalho infantil. A participação da sociedade é fundamental na identificação e denúncia dessas infrações”, comentou o auditor-fiscal Eugênio Santana.
Fonte: G1





