Uso irregular do Mounjaro e suspeita de medicamentos contrabandeados levaram à prisão em flagrante no interior do Rio
Agentes da 118ª Delegacia de Polícia prenderam em flagrante, na tarde desta terça-feira (10), uma fisioterapeuta suspeita de comercializar e aplicar ilegalmente o medicamento Mounjaro, à base de tirzepatida, substância de uso controlado indicada para emagrecimento. A ação foi resultado de um trabalho de inteligência que apontou a prática recorrente e sem qualquer autorização legal.
De acordo com a Polícia Civil, o medicamento estava sendo vendido e administrado de forma irregular, sem prescrição médica e fora das normas estabelecidas pelos órgãos reguladores. Durante a abordagem, os agentes encontraram outros produtos que também levantaram suspeitas, como o Lipoless, que não possui comercialização autorizada no Brasil e pode ter origem ilegal, possivelmente do Paraguai.
As investigações indicam que a atuação ocorria de maneira consciente e contínua, configurando crimes graves. A fisioterapeuta foi autuada por falsificação ou adulteração de produto medicinal e por crimes contra as relações de consumo. A polícia também apura a possibilidade de contrabando, diante da origem dos medicamentos apreendidos.
A corporação reforçou que profissionais de fisioterapia não têm autorização legal para prescrever ou administrar medicamentos de uso controlado, como a tirzepatida, cuja comercialização no país ocorre exclusivamente sob rígido controle médico.
Diante da gravidade dos fatos, não foi estipulada fiança. A presa permanece à disposição da Justiça e pode enfrentar pena que varia de 10 a 15 anos de reclusão, caso seja condenada pelos crimes relacionados a produtos medicinais.
A 118ª DP destacou que mantém fiscalização constante contra a venda clandestina de medicamentos, ressaltando que operações desse tipo são fundamentais para proteger a saúde da população e combater práticas ilegais no setor.





