Cidade deixa status de investigação e passa a integrar lista oficial de locais com registro confirmado da doença no estado
Araruama passou a integrar oficialmente o mapa da Mpox no Rio de Janeiro. A confirmação do primeiro caso no município foi divulgada nesta quinta-feira (26) pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, após atualização do painel epidemiológico estadual. Até então, Araruama aparecia apenas com registro em investigação.
Com a mudança, o estado contabiliza atualmente 87 notificações da doença, das quais 13 foram confirmadas. Outros 28 casos foram descartados, um permanece como provável — quando o exame é inconclusivo ou não foi coletado — e 45 seguem sob investigação. Segundo a secretaria, não há registro de mortes relacionadas à Mpox no Rio de Janeiro em 2026.
A Mpox é provocada pelo vírus MPXV, pertencente ao gênero Orthopoxvirus. Os principais sintomas incluem febre, dores no corpo, calafrios, fadiga intensa, inchaço dos gânglios linfáticos e lesões na pele, que costumam surgir após os primeiros dias de manifestação clínica.
A transmissão ocorre, principalmente, por meio de contato direto e prolongado com lesões cutâneas, fluidos corporais ou objetos contaminados, como roupas e toalhas. Por isso, as autoridades reforçam a importância da atenção aos sinais iniciais da doença e da busca imediata por atendimento médico.
A recomendação da rede de saúde é clara: qualquer pessoa que apresente sintomas suspeitos deve procurar uma unidade de saúde para avaliação clínica e realização dos exames necessários. A identificação precoce é considerada fundamental para evitar a disseminação do vírus e garantir o acompanhamento adequado dos casos.






