Suspeito de sequestro e estupro dizia que faria vítima de “escrava sexual”, afirma delegado
O delegado João Guilherme Carvalho, responsável pelo caso, confirmou ao portal g1 que o homem suspeito de sequestrar e estuprar uma criança de 12 anos, em Brasília, dizia à vítima que faria dela uma “escrava sexual”. A informação veio à tona durante as investigações.
Segundo relato da criança, Daniel Moraes Bittar, de 42 anos, repetia essa ameaça “o tempo todo” durante o período em que ela permaneceu em cárcere privado. O crime ocorreu em 28 de junho, quando o suspeito sequestrou a vítima no Jardim Ingá, em Luziânia (GO), e a levou para seu apartamento na Asa Norte.
De acordo com a investigação, Gesielly Souza Vieira, de 23 anos, desceu do carro próximo à escola da menina, sedou a criança com um pano molhado em clorofórmio e a colocou no banco traseiro do veículo. A mulher também está detida.
Posteriormente, a vítima foi colocada dentro de uma mala e levada para o apartamento do suspeito. Segundo a polícia, antes disso, Daniel e Gesielly passaram três dias observando a escola em busca de uma vítima.
“Ele confessou, disse até mesmo que tanto ele quanto a comparsa haviam planejado a respeito de uma primeira vítima, uma adolescente. Por alguma circunstância, isso não ocorreu, e então eles decidiram agir próximo a essa escola e escolher aleatoriamente essa menina de 12 anos que passava pelo local”, declarou o delegado João Guilherme Carvalho, da 2ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte.
Daniel Moraes Bittar era técnico de TI do Banco de Brasília (BRB), mas foi demitido da instituição no dia 29, após a revelação do caso.
Nas redes sociais, Daniel havia compartilhado uma postagem contra a pedofilia em 18 de outubro de 2022. Na ocasião, ele divulgou uma imagem na qual uma criança tem a boca vedada por uma fita, o braço esticado e a mão aberta. Na foto, lê-se a frase: “pedofilia é crime, denuncie”.





