Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) revelou irregularidades em um projeto do ex-jogador de futebol Leo Moura, que recebeu R$ 45 milhões em dinheiro público entre 2020 e 2022. O Instituto Leo Moura Sports (ILM), uma ONG, teria superfaturado materiais esportivos, apresentado problemas na comprovação de serviços e utilizado empresas fictícias em licitações. O Ministério do Esporte foi recomendado a suspender pagamentos, cobrar ressarcimento e abrir processo administrativo para avaliar o descumprimento dos planos de trabalho.
A CGU constatou que o ILM pagou preços acima do mercado em várias compras, como caneleiras, chuteiras e balanças, resultando em um sobrepreço de quase R$ 3,5 milhões. Além disso, houve falta de comprovação da entrega de materiais, problemas na qualidade dos itens adquiridos e ausência de registros adequados sobre os beneficiários do projeto. O Ministério do Esporte alegou que parte das críticas estava fora de seu controle devido à origem dos recursos, que eram de emendas parlamentares.





