Na noite da última terça-feira (20), as redes sociais foram tomadas por um intenso debate após a viralização de uma canção que expõe a triste realidade da exploração sexual infantil na Ilha de Marajó, no Pará.
A música, apresentada pela jovem Aymeê na última sexta-feira (16), trouxe à tona um problema antigo, datado de pelo menos 2006, quando acusações de pedofilia e exploração sexual infantil na região foram investigadas.
Ao final de sua apresentação, Aymeê desabafou emocionada, explicando o teor da denúncia contida na música: “Marajó é uma ilha há alguns minutos de Belém, minha terra. E lá, as crianças, lá tem muito tráfico de órgãos, lá é normal. Lá tem pedofilia em nível ‘hard’ e as crianças com 5 anos, quando elas veem um barco vindo de fora com turistas, Marajó é muito turística e as famílias lá são muito carentes, as criancinhas saem em uma canoa, 6,7 anos, e elas se prostituem dentro do barco por cinco reais.”
Diante da comoção gerada pela música viral e do histórico de denúncias, as redes sociais estão exigindo posicionamento dos políticos e da mídia sobre o caso. Atualmente, a Ilha de Marajó é assistida pelo Programa Cidadania Marajó, lançado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, com o propósito de combater a exploração e o abuso sexual de crianças e adolescentes na região.





