Representantes da rede municipal estiveram no COINES 2026, realizado no Instituto Nacional de Educação de Surdos, entre quarta (23) e sexta-feira (25)
Representantes da educação de Macaé participaram do 25º Congresso Internacional e 31º Seminário Nacional do Instituto Nacional de Educação de Surdos (COINES 2026), realizado entre quarta-feira (23) e sexta-feira (25), na sede do instituto, no Rio de Janeiro. O encontro reuniu profissionais e especialistas para discutir experiências e iniciativas relacionadas à educação bilíngue de surdos no Brasil.
Com o tema “INES: Escolas Bilíngues no Brasil”, a programação incluiu palestras, minicursos, apresentações de trabalhos, atividades culturais, lançamento de livros e ações relacionadas à memória da instituição. O evento também integrou as comemorações pelos 169 anos do INES, celebrado neste sábado (26).

Macaé foi representada pelo professor, tradutor e intérprete de Libras Wellington Pinheiro Marques, coordenador da Educação Bilíngue de Surdos no município. Ele participou do congresso acompanhado dos professores Ana Clara da Costa, Layla Rodrigues e Flávio Domingos.
Para Wellington, a participação no encontro possibilitou o contato com experiências desenvolvidas em diferentes regiões do país e contribuiu para o debate sobre os caminhos da educação bilíngue. Segundo ele, a proximidade com o Dia Nacional dos Surdos, celebrado neste sábado (26), também reforça a importância das discussões realizadas durante o evento.
“Neste ano, o tema é INES, escolas bilíngues no Brasil, [e] traz diversas experiências espalhadas pelo Brasil, de municípios e estados que têm propostas para a educação bilíngue de surdos”, afirmou o professor.
Durante a participação no congresso, Wellington também destacou mudanças na legislação relacionada à educação de surdos. Entre os marcos citados por ele está a legislação de 2021 que reconheceu a educação bilíngue de surdos como modalidade de ensino, além de normas e documentos mais recentes que, segundo o professor, contribuem para orientar as políticas educacionais na área.
No município, a educação bilíngue de surdos conta atualmente com três unidades-polo. Entre elas estão a EMEI Professor José Augusto Abreu Aguiar, voltada à Educação Infantil em Tempo Integral; a Escola Municipal Joffre Frossard, que atende do 1º ao 5º ano e também funciona como Escola Polo de Surdos; e o Colégio Municipal Ancyra Gonçalves Pimentel, que oferece atendimento do 6º ao 9º ano por meio da Escola Polo de Surdos.
Ainda de acordo com o coordenador, Macaé também irá receber uma assessoria técnica em educação bilíngue. O encontro está previsto para ocorrer entre os dias 10 e 12 de novembro, com a participação de municípios da região e de outras cidades interessadas do Sudeste.
A iniciativa, segundo Wellington, representa uma oportunidade para ampliar a troca de experiências entre profissionais e gestores que atuam na educação de pessoas surdas. A proposta é reunir representantes de diferentes localidades para discutir práticas e estratégias voltadas ao ensino bilíngue.





