Polícia Civil investiga pousada em Búzios por suspeita de lavagem de dinheiro em operação contra o tráfico

Polícia Civil investiga pousada em Búzios por suspeita de lavagem de dinheiro em operação contra o tráfico

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Uma pousada localizada em Armação dos Búzios foi alvo de um mandado de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (4), durante a Operação Quimera, realizada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao tráfico de drogas que, segundo as autoridades, teria movimentado mais de R$ 11 milhões. Além de Búzios, mandados também foram cumpridos na cidade do Rio de Janeiro.

A investigação aponta que empresas e pessoas físicas teriam sido utilizadas para ocultar recursos de origem ilícita. A Justiça autorizou medidas como bloqueio de bens, contas bancárias e quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados para aprofundar as apurações.

De acordo com a Polícia Civil, a Operação Quimera foi coordenada pela 52ª Delegacia de Polícia (Nova Iguaçu), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da Diretoria-Geral de Polícia da Baixada (DGPB). A ofensiva integra a Operação Contenção, estratégia do Governo do Estado voltada ao combate às organizações criminosas e à descapitalização de grupos ligados ao tráfico de drogas.

As investigações tiveram início após denúncias de ameaças contra dirigentes de um clube recreativo. Segundo os investigadores, integrantes do grupo investigado tentavam assumir o controle da administração da entidade. A partir das apurações, foram identificadas movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a atividade econômica de empresas e pessoas supostamente vinculadas ao esquema.

Entre os alvos da operação está uma pousada em Búzios que, conforme a investigação, possui 16 quartos, cinco funcionários e pratica diárias em torno de R$ 540 durante a alta temporada. Ainda segundo a Polícia Civil, o estabelecimento teria movimentado aproximadamente R$ 3,44 milhões em pouco mais de seis meses, incluindo mais de 600 depósitos em espécie, que somariam cerca de R$ 955 mil.

Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a Justiça autorizou o bloqueio de bens e contas bancárias dos investigados, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal para subsidiar a continuidade das apurações.

Até a publicação desta reportagem, a administração da pousada não havia se pronunciado sobre as investigações. O espaço permanece aberto para manifestação dos responsáveis.

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