Tragédia em Búzios: Golfinhos aparecem em massa na Praia de Manguinhos e dois morrem encalhados

Tragédia em Búzios: Golfinhos aparecem em massa na Praia de Manguinhos e dois morrem encalhados

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Grupo de até 20 animais surpreendeu banhistas no sábado (12). Apesar dos esforços de resgate durante a madrugada, dois voltaram à área rasa e não resistiram. Causa da morte será investigada

Um episódio impressionante e triste mobilizou moradores, ambientalistas e autoridades na tarde deste sábado (12), em Búzios. Cerca de 20 golfinhos da espécie Stenella sp. surgiram inesperadamente na orla da Praia de Manguinhos, provocando comoção entre frequentadores. O que parecia ser apenas um raro espetáculo natural teve desfecho trágico: dois dos animais acabaram morrendo após retornarem à área rasa e encalharem.

O caso desencadeou uma operação de emergência envolvendo biólogos, veterinários, voluntários e representantes do poder público, que passaram a noite em vigília na tentativa de proteger os cetáceos. A mobilização foi liderada pelas equipes do Grupo de Estudos de Mamíferos Marinhos da Região dos Lagos (GEMM-Lagos) e do Instituto BW (IBW), que compõem o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Campos e do Espírito Santo (PMP-BC/ES), vinculado ao licenciamento ambiental federal do IBAMA.

Autoridades municipais também estiveram no local, incluindo o vice-prefeito Leandro Pereira e os secretários Roseli Pereira (Ambiente), Rafael Fernandes (Pesca) e Marcelo Júnior (Serviços Públicos), além da presença do vereador Toni Russo e de equipes da Guarda Marítima Ambiental, Fiscalização e Coordenadoria de Postura.

Segundo a veterinária Paula Baldassin, vice-presidente do Instituto BW e responsável técnica pela operação, os protocolos foram aplicados assim que os primeiros animais foram identificados na orla. “O grupo chegou a se afastar rumo ao mar aberto, mas dois retornaram para a região rasa e, infelizmente, acabaram morrendo”, lamentou.

Os corpos dos golfinhos passaram por coleta de material biológico ainda na praia e foram encaminhados à base do Instituto BW, em Araruama, onde serão submetidos a necropsia. O exame será fundamental para esclarecer as causas das mortes e ampliar o entendimento sobre a saúde das populações marinhas que habitam o litoral fluminense.

A principal hipótese levantada por especialistas aponta para um possível quadro de desorientação ambiental. Alterações nas correntes marítimas, sons de embarcações ou mesmo o comportamento de acompanhamento de um animal doente — comum entre espécies altamente sociais — podem ter influenciado o encalhe coletivo.

O Instituto BW reforça que, diante da presença de animais marinhos encalhados, vivos ou mortos, a população deve manter distância, isolar a área, evitar a aproximação de cães e não tentar devolvê-los ao mar. A recomendação é acionar imediatamente a equipe técnica especializada pelo telefone 0800 991 4800.

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