Ação firme da Guarda Marítima e Ambiental apreendeu redes, embarcações e 244 kg de camarão em três meses de fiscalização intensa para proteger os crustáceos
Mais de 90 operações, centenas de quilos de camarão apreendidos, materiais ilegais retirados das águas e até um agente agredido. Assim foi o saldo do defeso da Lagoa de Araruama, que terminou nesta segunda-feira (30), após três meses de proibição à pesca de crustáceos para garantir a reprodução das espécies.
A fiscalização, coordenada pela Guarda Marítima e Ambiental de Cabo Frio, contou com o reforço de agentes de São Pedro da Aldeia, Arraial do Cabo e das Unidades de Policiamento Ambiental (UPAMs) do estado do Rio. As equipes intensificaram a vigilância tanto por terra quanto por mar, utilizando viaturas e embarcações para cobrir toda a extensão da lagoa.
Durante a operação, foram apreendidas redes de arrasto, redes de espera, armadilhas tipo troia, covos e puçás — todos equipamentos proibidos no período de defeso. Embarcações e motores também foram confiscados por envolvimento em atividades ilegais.
Em um dos momentos mais tensos da fiscalização, um agente da Guarda foi agredido por pescadores clandestinos durante uma abordagem noturna. O caso foi encaminhado às autoridades policiais e está sob investigação.
Cerca de 244 quilos de camarão foram recolhidos em ações de combate à pesca predatória e destinados a instituições beneficentes da região, como a APAE e o Lar da Cidinha, em Cabo Frio, e a Aldeia Criança Feliz, em São Pedro da Aldeia.
Com o fim do defeso, o ecossistema da lagoa deve apresentar melhores condições de produtividade e equilíbrio, beneficiando diretamente os pescadores que dependem da pesca sustentável como fonte de renda.





