Cenário de Terra Arrasada: São Pedro da Aldeia amarga o pior índice de desenvolvimento da Região dos Lagos e está entre os piores do Estado, segundo a FIRJAN

Cenário de Terra Arrasada: São Pedro da Aldeia amarga o pior índice de desenvolvimento da Região dos Lagos e está entre os piores do Estado, segundo a FIRJAN

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A paisagem bucólica de São Pedro da Aldeia, ostenta, com pesar, o pior índice de desenvolvimento socioeconômico da Região dos Lagos — e, mais do que isso, figura entre os piores do Estado do Rio de Janeiro. Um verdadeiro cenário de terra arrasada.

Segundo o estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, que analisou dados oficiais de 2023, São Pedro ocupa a 64ª posição entre os 92 municípios fluminenses, amargando o último lugar no ranking regional, ficando atrás até de cidades com orçamentos bem mais modestos. O levantamento, feito com base no Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM), que avalia Educação, Saúde e Emprego & Renda, mostra que em dez anos, pouco — ou quase nada — mudou no avanço estrutural da cidade.

O dado mais chocante é a constatação de que sete em cada dez empregos formais em São Pedro da Aldeia estão atrelados à administração pública. Isso revela uma economia estatizada e estagnada, sem diversidade produtiva, incapaz de atrair investimentos, gerar oportunidades reais e criar um ambiente de desenvolvimento sustentável. A cidade depende do próprio poder público para sobreviver — o que é sintoma de um sistema adoecido, assim como em regimes socialistas e comunistas pelo mundo.

Mesmo com recursos relevantes vindos de royalties do petróleo ao longo dos últimos anos, a cidade parece travada no tempo, acumulando indicadores que remetem à estagnação e à má gestão. Enquanto municípios vizinhos, como Araruama e Búzios, escalam posições com políticas públicas mais ousadas e eficientes, São Pedro permanece atolada na lama da mesmice e da falta de visão administrativa.

O presidente da FIRJAN, Luiz Césio Caetano, não poupou palavras ao descrever esse cenário: “Nossos cálculos indicam que as cidades críticas têm, em média, mais de duas décadas de atraso em relação às mais desenvolvidas do país. É como se parte dos brasileiros ainda estivesse vivendo no século passado”.

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