Walter Rau da Silva Vieira seguirá detido por tempo indeterminado enquanto responde às acusações; decisão foi tomada após audiência de custódia.
A Justiça decidiu manter preso o cardiologista Walter Rau da Silva Vieira, detido na última semana em Arraial do Cabo, sob a acusação de maus-tratos a animais. A decisão foi tomada durante a audiência de custódia, quando o juiz responsável pelo caso converteu a prisão em flagrante do médico em prisão preventiva.
Com a nova medida, Rau permanecerá encarcerado por tempo indeterminado, enquanto as investigações seguem em andamento. A prisão preventiva é prevista em lei como medida cautelar e pode ser aplicada para evitar a fuga do acusado, preservar a ordem pública ou impedir que ele atrapalhe as apurações do caso.
Segundo as investigações, o médico mantinha animais em condições degradantes em sua residência, localizada no distrito de Monte Alto. Durante a operação, cães e gatos vivos foram encontrados sem acesso adequado a água, alimento e higiene, além de cadáveres armazenados em um freezer. Ao menos 13 animais foram resgatados pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), com apoio da polícia local.
O caso segue gerando grande repercussão na cidade, principalmente após a revelação de possíveis desdobramentos que apontam a participação do filho do médico, Walter Rau Júnior, nas práticas criminosas. Mesmo diante das alegações da família, que acusa o filho de manipular a situação, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que pai e filho atuavam em conjunto na manutenção do ambiente insalubre em que os animais eram mantidos.
A investigação continua em sigilo, mas novas diligências devem ocorrer nos próximos dias.





