É, meu camarada… enquanto a Região dos Lagos comemora um salto na geração de empregos formais, com cidades batendo recordes positivos no início de 2025, São Pedro da Aldeia ficou lá no fim da fila, com apenas 18 novas vagas de trabalho com carteira assinada, segundo os dados oficiais da Firjan, com base no Caged.
A cidade, que já foi sinônimo de progresso e desenvolvimento, hoje parece caminhar no piloto automático sob a batuta do prefeito Fábio do Pastel. Enquanto Rio das Ostras abre 703 vagas, Araruama 359, até Búzios e Iguaba, com orçamentos bem mais modestos, aparecem muito à frente, São Pedro patina, parecendo viver numa bolha onde a crise é eterna — ou será que é só má gestão mesmo?
É importante destacar: os setores que puxaram o avanço regional foram Serviços, Construção Civil e Indústria. Isso significa que oportunidades existiram, sim, mas passaram longe de São Pedro. Ou seja, a maré de progresso bateu na praia aldeense, mas o barco do emprego não aportou. E aí a pergunta que fica é: cadê o planejamento da Prefeitura? Cadê as ações práticas para fomentar a economia local?
Em vez de se posicionar como líder regional, conforme a cidade detinha esse título em anos anteriores, o governo Pastel prefere o comodismo de quem já está reeleito, a zona de conforto e a velha conversa de sempre. O silêncio sobre esse desempenho vergonhoso é ensurdecedor, principalmente quando comparado ao barulho das outras cidades que estão colocando a mão na massa, capacitando a população e incentivando a geração de renda.
A gente sabe que governar não é fácil, mas também não é só fazer festa, pintar meio-fio e fazer vídeo bonito na internet. É preciso gerar oportunidade, abrir portas, atrair investimento. Porque, no final das contas, o que o povo quer é emprego, dignidade e progresso — e isso, infelizmente, não está chegando em São Pedro da Aldeia.
Fica aqui o recado, direto e reto: ou o prefeito acorda, ou a população vai começar a cobrar nas urnas, já que ele pensa em eleger um sucessor, o vereador Moisés Batista. Porque Pastel, quando esfria, ninguém quer.





