Um novo projeto de lei em tramitação prevê a criação de um Cadastro Nacional de Pedófilos, reunindo informações detalhadas, como fotografias e histórico criminal de indivíduos condenados por crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes.
Os crimes incluídos no cadastro abrangem:
- Estupro de vulnerável;
- Corrupção de menores;
- Exploração sexual de crianças, adolescentes ou vulneráveis;
- Delitos digitais, como produção, armazenamento e divulgação de conteúdos sexuais envolvendo crianças ou adolescentes.
Além disso, o projeto propõe a adoção da castração química como medida complementar, voltada para reduzir a reincidência de agressores sexuais.
Como funciona a castração química?
A castração química é um método não invasivo que utiliza medicamentos para inibir a libido masculina. Substâncias como o acetato de medroxiprogesterona e o acetato de leuprorrelina atuam sobre a hipófise, glândula cerebral responsável pela produção de testosterona, reduzindo o desejo sexual.
Segundo estudos, o procedimento é reversível e pode ser ajustado ou suspenso conforme necessário. Apesar disso, o tema é controverso e suscita debates sobre ética, eficácia e direitos humanos.
Objetivo e impacto do projeto
O objetivo central é aumentar a segurança de crianças e adolescentes, promovendo um controle rigoroso de agressores sexuais e reforçando as medidas punitivas. No entanto, críticos questionam se essas ações seriam suficientes para reduzir a reincidência e proteger potenciais vítimas.
O projeto, caso aprovado, poderá marcar um avanço significativo no enfrentamento à exploração sexual infantil no Brasil. No entanto, a implementação das medidas deverá ser acompanhada de debates amplos e estudos aprofundados sobre os seus efeitos e limitações.





