A cada quatro horas, em média, uma criança é estuprada no estado do Rio. Apenas no ano passado, 2.209 meninas e meninos foram vítimas desse crime; em 21% dos casos, o autor era pai, mãe, padrasto ou madrasta.
O Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes aconteceu no último sábado, lembrando o trágico caso de Araceli Cabrera Sánchez Crespo, sequestrada e assassinada em 1973. A data também promove o “Maio Laranja”, para conscientização sobre o tema. Dados do Instituto de Segurança Pública mostram que a maioria das vítimas são meninas negras ou pardas, com 31% dos casos concentrados na capital do estado.
A Fundação para Infância e Adolescência (FIA-RJ) sustenta que, nos 15 mil atendimentos realizados ano passado em seus Núcleos de Atendimento à Criança e ao Adolescente (NACAs), o abuso sexual era o tipo de violência mais enfrentado (55% do total). Só no Hospital municipal Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste da cidade, foram 45 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes (até 18 anos) identificados no ano passado, 66% a mais do que os 27 de 2022.
O programa Empoderadas, fundado por Érica Paes, apoia crianças vítimas de abuso com suporte psicológico e jurídico. Paes destaca a importância de acreditar e validar os relatos das crianças, mesmo sem provas materiais, para prevenir depressão e tentativas de suicídio. A Fundação para Infância e Adolescência revelou que, em 2023, 55% dos 15 mil atendimentos estavam relacionados a abuso sexual, evidenciando a gravidade do problema.





