Transferência associada a ”Faraó dos Bitcoins”, estimada em R$ 1,7 milhão, chama atenção

Transferência associada a ”Faraó dos Bitcoins”, estimada em R$ 1,7 milhão, chama atenção

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Moedas digitais atribuídas à G.A.S. Consultoria Bitcoin, de Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó dos Bitcoins, que hibernam em carteiras offline de bitcoin, uma espécie de pen drive que guarda os ativos, sofreram mais um desfalque no dia 27. Uma operação rastreada pela BlockSeers, empresa que investiga crimes cibernéticos, identificou a transferência de 10 bitcoins, estimados pela cotação do dia em R$ 1,7 milhão, de uma carteira offline para uma exchange (corretora internacional de criptoativos), onde podem ser liquidados e transformados em dinheiro vivo.

Pelo rastreamento, não é possível identificar a pessoa responsável pela transação, mas o Ministério Público Federal (MPF), em agosto de 2021, atribuiu movimentação semelhante à venezuelana Mirelis Diaz Serpa, esposa de Glaidson que se encontra foragida. Senhas de acesso a essas carteiras foram encontradas em seu e-mail.

A nova movimentação de ativos ocorre no momento em que o administrador da massa falida da GAS, Escritório Zveiter, pede a suspensão do processo que tramita da 5ª Vara Empresarial do Rio por falta de recursos para pagar os clientes lesados.

Foi a quarta movimentação de recursos ligados à GAS, do Faraó dos Bitcoins, desde agosto de 2021, quando Glaidson e outros integrantes de sua organização criminosa foram presos durante a Operação Kryptos. Por intermédio dos advogados, Mirelis já admitiu que, logo após as prisões, transferiu o correspondente a R$ 1 bilhão em bitcoins, que alega ter utilizado para o pagamento de clientes.

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